Com quase 100% das urnas apuradas a eleição no Espírito Santo está matematicamente resolvida. Lorenzo Pazolini (Republicanos) chegou a pouco mais de 52% dos votos e venceu a eleição para governador no segundo turno. Atual chefe do Executivo estadual, Ricardo Ferraço (MDB) ficou com pouco mais de 47% dos votos.
A eleição consagra a ascensão meteórica de Lorenzo Pazolini. Delegado da Polícia Civil, ainda não perdeu nenhuma das eleições que disputou. Elegeu-se deputado estadual em 2018, depois duas vezes prefeito de Vitória (2020 e 2024) e agora governador.
Lorenzo Pazolini renunciou ao mandato de prefeito de Vitória em abril para se candidatar a governador, e fez campanha com o slogan “É tempo de paz”. Pouco antes do início da campanha eleitoral, declarou voto em Flávio Bolsonaro para presidente e firmou aliança com o Partido Liberal (PL), liderado pelo senador Magno Malta no Estado.
Apesar disso, Pazolini não ficou pedindo votos para Flávio e se distanciou do discurso bolsonarista no primeiro turno. Foi apenas no segundo turno que abraçou de vez a campanha bolsonarista, inclusive participando de ato ao lado do candidato a presidente da família, que esteve em Vitória.
Ricardo Ferraço, em contraposição, declarou-se neutro em relação à eleição presidencial, mas fez diversos acenos em direção à extrema direita. Entre eles está a transferência da atribuição de conciliação de conflitos fundiários da pasta de Direitos Humanos para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Ferraço também cancelou a doação da área da Fazenda Palhal, localizada no distrito de Bebedouro, em Linhares, para assentamento das famílias que a ocupam. Em um gesto mais simbólico, compareceu a um encontro armamentista em Vila Velha, em julho.
No segundo turno, com a necessidade de atrair os eleitores de Helder Salomão (PT), que terminou a primeira rodada da disputa para o Governo com 15,32%, Ricardo moderou o discurso e passou a se apresentar como um político de “centro-direita” e “democrático”.
No fim, Ferraço herdou um governo bem avaliado – era vice de Renato Casagrande (PSB), que saiu em abril para se candidatar a senador – e, mesmo com a “máquina na mão”, terminou derrotado.
Fonte: Século Diário.